Aumento do Tabagismo na População Jovem
O tabagismo adquiriu outras formas de apresentação e com efeitos ainda mais graves que os anteriores.
O que fazer e como prevenir?
O tabagismo entre os jovens tem voltado a crescer, registrando um aumento de até 25% no número total de fumantes nos últimos anos.
Esse cenário é impulsionado principalmente pelo consumo de cigarros eletrônicos (vapes) e outros produtos, como narguilé e cigarro de palha, atraindo principalmente a faixa etária dos 13 aos 34 anos.
Após anos de queda histórica, o Brasil registrou reversões na tendência a redução do tabagismo e nos últimos cinco anos, vimos a experimentação de vapes entre adolescentes saltar de 16,8% para quase 30%, um retrocesso ainda mais perigoso, na população jovem do país, onde os efeitos são ainda mais nocivos.
O tabagismo continua sendo um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. Embora o consumo de cigarros tradicionais tenha diminuído em muitos países, observa-se um aumento preocupante do uso de produtos derivados do tabaco e, principalmente, dos cigarros eletrônicos entre os jovens.
Entre os principais fatores que contribuem para o aumento do tabagismo na população jovem, estão a influência das redes sociais, a pressão dos grupos de amigos, a curiosidade característica da adolescência e a falsa ideia de que os cigarros eletrônicos são inofensivos.
Os dispositivos eletrônicos costumam apresentar design moderno e sabores variados, como frutas e doces, tornando-se mais atrativos para adolescentes e jovens adultos.
O uso do tabaco e da nicotina pode causar diversos danos à saúde. A curto prazo, os jovens podem apresentar tosse, falta de ar, irritação das vias respiratórias e redução da capacidade física. A longo prazo, o consumo frequente aumenta o risco de doenças cardiovasculares, problemas pulmonares crônicos e diferentes tipos de câncer, além disso, a nicotina pode afetar o desenvolvimento cerebral dos adolescentes, prejudicando a memória, a concentração e o controle emocional.
Os impactos do tabagismo se estendem ao desempenho escolar e a favorecer o contato com outras substâncias nocivas.
Também gera custos significativos para os sistemas de saúde, que precisam tratar doenças relacionadas ao consumo de tabaco.
Diante desse cenário, torna-se fundamental investir em ações de prevenção e conscientização. As escolas, as famílias e os órgãos públicos desempenham um papel importante na orientação dos jovens sobre os riscos do tabagismo. Campanhas educativas, fiscalização da venda de cigarros eletrônicos e programas de apoio para quem deseja abandonar o vício, são medidas essenciais para combater esse problema.
Orientação, conscientização e atividades físicas, relacionamentos saudáveis, ajudam e distanciar do hábito. É um desafio que devemos enfrentar, assim como se reduziu o uso do cigarro, é necessário empenho e ações para fazer o mesmo com cigarros eletrônicos e similares.
A informação, a educação e a prevenção, são ferramentas fundamentais para reduzir o número de novos fumantes e promover uma geração mais saudável e consciente dos riscos associados ao consumo de tabaco e nicotina.
Bianca Novais Das Virgens